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Publicado em 14/02/2020

"Estamos redefinindo a história profunda da humanidade"

O arqueólogo André Strauss está retraçando os passos dos primeiros habitantes da América do Sul, com base no DNA extraído de ossos que ele tira da terra

Quem sobe as escadas do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), quando chega ao segundo andar, depara com o sorriso despedaçado de dezenas de caveiras, por trás do vidro de um grande armário. São crânios, que um dia abrigaram os cérebros vivos de hominídeos que andaram pela Terra há milhares – em alguns casos milhões – de anos.

É nesse andar que fica o LAAAE (Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva). E lá está o arqueólogo André Strauss, em pé atrás de uma bancada cheia de pequenos fragmentos de ossos humanos sujos da terra de Minas Gerais, de onde eles foram escavados em julho. Strauss é o responsável pelas escavações na Lapa do Santo, um dos mais famosos sítios arqueológicos do Brasil, situado em Lagoa Santa, a área hoje encostada no aeroporto de Confins, que serve Belo Horizonte. Mais de dez milênios antes de existirem aeroportos, aquela região de cavernas majestosas já era habitada por humanos, inclusive uma mulher de estatura baixa, que o professor de Strauss, o bioantropólogo Walter Neves, apelidou para a posteridade de Luzia – a primeira brasileira conhecida.

Veja o texto na íntegra: Nexo





 
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